Em Julho, Jan In Crete - presidente do SaHMClub - deu um workshop de chapéus.
O resultado foi este:
Há tempos que ando para fazer um "post" falando da minha satisfação em ter entrado para o SaHMClub.
É um clube inglês de miniaturistas de diversos países, com número limitado de membros. Mensalmente, em dia antecipadamente marcado, temos uma sessão de "chat room" e uma outra com um workshop.
Este clube tem membros da Grã Bretanha, França, Holanda, Suécia, Canadá, Estados Unidos, Austrália, Malta e até uma japonesa radicada em Inglaterra (Não sei se me esqueci de algum país. Se tal aconteceu, peço desculpa).
Além dos worshops, de vez em quando, faz-se um intercâmbio de minis.
Em Novembro havia um programado, em que me inscrevi.
Calhou-me em sorte o elemento que reside no Novo México - EUA.
Vou contar-vos a saga desta troca de lembranças.
As minha minis foram enviadas num envelope almofadado, por correio expresso e registado.
A minha parceira informou-me que o envelope tinha lá chegado aberto mas pelo que ela me disse nenhuma mini faltava, pelo que não tomei nenhuma atitude.
Agora a minha parte: Ela disse que me enviaria partes de "bonecas" a fim de eu fazer uma personagem bem como o respectivo vestuário.
Hoje recebi uma carta do Serviço Internacional dos Correios, informando que a minha "mercadoria" se encontrava depositada para desalfandegamento e solicitando a apresentação de factura, etc, etc.
Ora, como nada disso existe, o mais certo é a bonequita voltar para trás, sendo devolvida à procedência.
Ao menos, podiam ter taxado a "mercadoria" com as taxas que entendessem e enviarem-me a encomenda, como já aconteceu, anteriormente.
Já nem se pode receber uma prenda de uma amiga sem a Alfândega pensar que queremos enganar o Fisco...
Moral da história: próxima vez que me calhe uma parceira fora da UE peço-lhe uma coisa bem pequenina ou, então que seja enviada por partes, hoje uma perna, amanhã um braço, etc, a fim de não se dar este problema.
Que vergonha! Tanto tempo sem actualizar o meu blog...
Assim, hoje aproveitei para colocar aqui umas fotos de uns casaquinhos que fiz para oferecer a umas amigas.
Casaquinho cor de rosa, abotoado ao lado. Parte da frente:
Visto de costas:
Casaquinho branco, abotoado atrás. Parte da frente, enfeitado com uma flor, em fita de seda:
e costas
Casaquinho azul, igualmente, abotoado nas costas. Vista da parte da frente:
Todos os casaquinhos podem ser vestidos às personagens.
A família Vilhena chegou à conclusão que a dona da casa necessitava de uma divisão onde se pudesse "divertir" à vontade, passando a ferro, preparando os diversos elementos para satisfazer o apetite da sua família, etc. Assim, resolveram fazer uma divisão, anexa à casa.
Em geral estas divisões não têm a mesma altura das casas de habitação pelo que o mobiliário tem de ser um pouco adaptado.
Assim, aproveitei um móvel adquirido há anos numa "loja dos 300".
Separei as duas partes e cortei um pequeno alçado que tinha a parte superior. Lixei e envernizei as duas partes que ficaram separadas.
Os acessórios que se encontram em cima da bancada, vinham com o móvel excepto a chávena amarela que foi uma experiência que fiz em Biscuit.
As prateleiras foram enfeitadas com uma rendinha estreitinha.
As prateleiras da bancada, encontram-se recheadas com bolachas Maria, açúcar, leite, cereais, todas as embagens são de produtos portugueses ...
Estes modelos foram cedidos pela minha amiga Marina (obrigada Marina) - www.freewebs.com/casadebonecas/ - e que eu reduzi um pouco. a fim de poderem ser colocadas nas prateleiras.
A parte superior foi destinada, essencialmente, à arrumação de panos de louça, novinhos em folha, comprados no mercado de Tires e estão lavadinhos e passados a ferro, prontos a serem utilizados.
O cesto da roupa passada a ferro foi feito com fio encerado destinado a bijouterie, uma adaptação de uma técnica descoberta pela Sofia - http://o-mundo-de-zaphia.blogs.sapo.pt/, que ela, gentilmente, nos cedeu a técnica.
Para banca do cesto, utilizei um banco que tinha sobrado de uma colecção e que foi envernizado, igualmente.
A toalha de mesa e os panos da louça foram feitos pela técnica de retirar fios e substítui-los por fios de filoselle na cor que se desejar. Penso que dá um resultado bastante realístico.
A tábua de engomar era também um acessório do comércio que tinha . Cortei-lhe um pouquinho das pernas para não ficar muito desproporcionada, em relação ao móvel e à altura do ambiente mas não demasiado, senão a pobre da D. Fernanda ficaria com imensas dores na coluna, sendo obrigada a passar a ferro muito curvada.
Na parede do lado direito, coloquei um suporte de papel de cozinha e claro, não poderia faltar o balde e a respectiva esfregona.
Na parede traseira, encontra-se um prato em estanho resultado de um mini workshop dado pela Rosa Pinho - http://rosapinhoarte.no.sapo.pt/miniatur
O resultado final foi este:
Que tal?
Apesar de ter sido entregue com atraso (deveria ter sido prenda de Natal), a destinatária ficou satisfeita...
Quando saiu um coleccionável de uma cozinha rústica, arrisquei pensando que poderia tentar transformá-la numa, um pouco semelhante às cozinhas existentes no norte de Portugal, na minha meninice.
A estrutura agradava-me; era decorada com "barrotes" de madeira, tanto nas paredes como no tecto o que iria dar um ar bastante rústico ao ambiente. Haveria três zonas distintas; uma destinada à confecção de alimentos, outra destinada às refeições e uma terceira destinada ao convívio familiar.
Escolhi um papel a imitar azulejos que forraria as paredes até uma certa altura. A partir daí, as paredes seriam pintadas com uma tinta de textura espessa a fim de dar um ar mais rudimentar. O chão é forrado por uma imitação de mosaicos.
Em toda a zona existe apenas, uma janela. Por detrás do acetato, coloquei uma foto de uma paisagem de montanha , já que esta cozinha está situada numa aldeia , algures na serra do Marão.
Como cortina, coloquei um retalho de renda,´tipo "Cortina de café"
Os móveis das cozinhas eram pintados de azul ou verde, segundo diziam, para afugentar as moscas muito frequentes, devido à grande existência de gado , nessas regiões.
Assim, depois de dar uma lixadela nos móveis pintei-os de azul e, em seguida, decapei-os a fim de lhes dar um ar usado.
As prateleiras vazias encontram-se a espera de artigos de mercearia e outros que ainda não estão prontos.
Na zona da confecção de alimentos, tenciono colocar uma mesa de trabalho oferta de uma companheira de miniaturas que ma ofereceu como prenda de aniversario:
Para a zona de refeições realizei uma toalha muito simples, a exemplo das usadas nas aldeias e o o respectivo "saco de pão".
Na zona de convívio, existe uma lareira que foi forrada com a "técnica da caixa de ovos" que imita de uma maneira muito realista a pedra. Sujei um interior com pó de carvão.
No chão pus um tapete, realizado com ponto lançado, muito simples.
Um pormenor:
Um dos alimentos muito utilizados na zona de Tras-os-Montes e Alto Douro, eram as castanhas. Como têm um tempo de duração limitado, secavam-nas ou "pilavam-nas" .
Com essa finalidade, existia nas cozinhas transmontanas um "caniço", colocado sobre a lareira a fim de receber o calor daí proveniente.
Tentei fazer um acessório que tivesse alguma semelhança mas...
Nas costas de uma cadeira, encontra-se o xaile da avó Camila que estava com calor devido a estar de volta do fogão a preparar a ceia da família.
Na lareira, pode ver-se uma panela de ferro de três pernas tão usual naquela região para a cozedura quer da sopa da família quer da "vianda" do gado. Este exemplar foi uma oferta de um grande artista, o Paulo Gomes.
Além das mercearias e outros pequenos acessórios falta proceder à electrificação. Cada zona levará um pequeno candeeiro de tecto cujo abat-jour é feito com meia bola de ping-pong e, posteriormente, forrado com bordado inglês.
Ora bem, a avó Camila tem, finalmente, a sua cozinha electrificada.
Com as três zonas iluminadas
Cada candeeiro funciona, independentemente, pelo que qualquer se pode acender ou apagar, sem depender dos outros.
Candeeiro da zona de confecção de alimentos, apagado.
Candeeiro da zona da lareira, aceso.
A mesa de trabalho desta última zona foi enfeitada com uma "camilha".
Tendo ficado assim:
O espaço depois de arrumado:
A avó Camila distraiu-se e deixou acabar os géneros alímentícios, massa, açúcar, arroz... pelo que tem de se deslocar à "venda" da freguesia a fim de que as prateleiras fiquem, novamente, recheadas.
Visite a EXPOSIÇÃO E VENDA DE NATAL DE MINIATURAS, no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, em S. Pedro do Estoril - junto à Marginal.
A Exposição inclui peças de vários Miniaturistas, à escala de 1:12, para Casas de Bonecas ou para Coleccionadores adultos.
O Centro da Ponta do Sal, situa-se numa falésia sobre o mar e possue uma Sala Multiusos, Bar, Esplanadas, Miradouros, Passeios pedrestes, etc. Na direcção Cascais - Lisboa encontra-se do lado direito da Marginal entre o 1º e o 2º semáforo de S. Pedro do Estoril.
Aos Fins de Semana e Feriados decorrerão actividades interactivas com as crianças, de construção de miniaturas: livrinhos, cadernos, lápis, bolos, tortas, etc. As crianças levarão com elas tudo o que construírem.
Estará instalado na sala um espaço para leitura de livros infantis.
Durante a semana haverá ainda trabalho ao vivo, com a elaboração de acessórios em miniatura.
A Exposição/Venda de Natal está aberta até ao final de Dezembro no seguinte horário:
De 3ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 17h
Sábados e Domingos das 10h às 13h e das 14h às 18h
Feriados das 14h às 17h
Como podem ver na fotografia acima, realizou-se, em Cascais, uma Exposição de Miniaturismo, resultado de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Cascais e a "Artshopping"
Todos esses trabalhos são realizados por pessoas que dedicam grande parte do seu tempo livre a esta actividade.
Podem ver o nome dos participantes na Agenda Cultural 32, da C.M.C.
Essa exposição foi visitada não só por portugueses mas, também, por alguns estrangeiros.
Uma das visitantes, Graça Soeiro, agradou-se dos meus vestidos de baptizado, em tricot e
contactou-me no sentido de lhe fazer um conjunto já que os que ali se encontravam expostos, não se destinavam a venda.
Este foi o conjunto escolhido.
Conjunto composto por vestido, touca, babete e botas
Botas e touca
Babete
Pormenor da saia do vestido
Este conjunto foi feito em linha DMC, nº.80 e com agulhas nº. 21, de 0,8mm.
Já foi entregue à sua nova dona que, pelo que me comunicou, o apreciou bastante.
Recebi, com muito agrado, fotografias da Casa Rústica de Graça Soeiro, onde se pode ver o lugar que foi destinado ao conjunto de baptizado, bem como a malinha que me adquiriu, em Cascais.
Podem ver estas peças no quarto de casal que tem uma decoração, na minha opinião, muito feliz
Os padrões dos tecidos escolhidos formam um conjunto muito agradável tornando o quarto um lugar onde aquela família, certamente, passa noites muito felizes.
Aqui têm uma vista geral do quarto, onde se pode ver a malinha, em cima do baú, aos pés da cama e uma outra fotografia da parte direita do quarto, onde se pode ver melhor o conjunto de tricot.
Uma das coisas que sempre gostei de fazer foi tricot, somente me aborrecia o tempo que tinha de levar a fazer uma camisola já que não gostava de trabalhar com lã grossa e as agulhas que eu mais utilizava eram as números 2,5 e 3.
Um dia pensei em em experimentar fazer uma peça em mini. Procurei lã e agulhas adequadas, na internet - o que na altura foi uma façanha, já que nunca tinha feito qualquer encomenda utilizando esse sistema.
Finalmente, lá chegou o cojunto que tinha encomendado e, como brinde, até vinha um esquema de uma camisola.
Agora era deitar mãos à obra.
Depois de diversas tentativas, começou a surgir alguma coisa bastante aceitável:
Camisola com encaixe trabalhado e respectivo carapuço
Do livro "Dolls'House Needlecrafts", retirei alguns modelos mas, sobretudo, chamou a minha atenção para o facto de que poderia transformar quase todos os modelos normais em modelos minis, desde que tivesse em conta o ponto a empregar.
Assim, recorri a uns livros bastante antigos que ensinam imensos pontos de tricot e "lancei-me de cabeça".
Conjunto de menina composto por vestido, chapéu e cuequinhas
Xaile triangular com franjas:
"Espera-maridos" e sapatinhas de quarto:
Pulover com mangas
Saco para bebé e carapuço
Outro xaile
Manta para cama de criança
Casaquinho para senhora
Pulover para homem sem mangas
Casaquinho de menina, em angorá
Entretanto, surgiu-me a oportunidade de fazer um intercâmbio com uma belíssima miniaturista francesa Micki, que além de outras coisas lindas, faz umas farrafas de água maravilhosas - e, assim, fiz
Conjunto para rapazinho
Como estes trabalhinhos foram bem aceites, surgiu um novo projecto para o qual me tenho limitado a fazer diversos acessórios...
Na onda dos chapéus, após ter feito um, tipo "cloche", houve uma pessoa que me sugeriu fazer uma malinha e, porque não, umas luvas a fazer conjunto.
Resolvi lançar mãos à obra.
Em seguida, surgiu a ideia de um fato de saia e casaco, a condizer.
Comprei um anel, nos chineses que com um alicate desmanchei, tendo aproveitado diversos elementos. Com um deles, fiz um alfinete de peito.
O conjunto final foi este
Resolvi que este conjunto merecia estar um pouco reservado e assim, forrei uma caixa para servir de ambiente e outra mais pequena que daria uma perspectiva com dois planos diferentes.
A pessoa a quem ofereci este ambiente ficou muito agradada.
Bonequinhas
Por vezes, entre um projecto e outro apetece-me fazer "coisinhas" que não irão ter aplicação imediata mas, que me dão prazer e poderão ser utilizadas, posteriormente, em futuros projectos.
Foi o caso de uma embalagens de bonequitas brasileiras, brindes de aniversário, que o Carlos e a Estela me trouxeram, aquando da sua viagem de núpcias.
Algumas têm fatos actuais, em tecido e rendinhas, outras resolvi fazer-lhes uns fatinhos em tricot.
Quando forem utilizadas em algum projecto, a pintura de olhos, sapatos e meias terá de ser retocada...
O resultado é este:
Malinhas e maletas
Num encontro de amigas doentes por minis, uma delas forneceu o molde tirado de uma carteira.
Por brincadeira experimentei e o resultado foi bastante agradável.
Depois, foi continuar...
Modifiquei modelos que me vieram parar às mãos, fazendo alterações que eu calculei que me facilitariam o trabalho.
Alguns foram retirados de revistas de miniaturas.
Primeiro fiz a experiência em tecido. Desmanchei umas gravatas e eis o que apareceu:
Não fiquei satisfeita. Tinha de ser colada, cosida... apesar de o tecido ser "selado", apareciam sempre umas pontas mal rematadas...
Então resolvi experimentar com pele ou uma imitação.
Arranjei umas napas de diversos padrões, bastante fininhas e, "voilà"
A experiência agradou-me e, assim, surgiu um conjunto composto por mala grande, outra mais mais pequena, porta-moedas e carteira de cartões de crédito.
Outros modelos se seguiram.
Entretanto, tomei conhecimentos dos produtos da "Craft Computer Paper" e resolvi experimentar.
Imprimi uma folha com um xadrez miudinho e fiz uns sacos de compras.
Conjunto de mala de viagem e carteira
Chapéus
Considero o chapéu um acessório muito útil; de Inverno, resguarda-nos do frio, de Verão, devido ao sol tão quente que. ultimamente, se faz sentir evita-nos fortes dores de cabeça.
Lamento que tenha caído tanto em desuso apesar de o continuar a usar, sempre que surje oportunidade.
Assim, para sentir uma pequena satisfação pessoal, resolvi confeccionar alguns de diferentes épocas.
Outros mais recentes
Tricot
Uma actividade a que gosto de me dedicar é ao tricot. Um dia, resolvi experimentar o que conseguiria fazer, nesta escala.
As primeiras tentivas não foram muito felizes em relação à escala. Insisti e...
Conjunto de vestido, chapéu e calcinhas
Casaquinho de senhora
Pullover unissexo
"Espera maridos" e sapatilhas de quarto
"Overall" e carapuço
Camisola com encaixe trabalhado e carapuço
Fatinho completo para rapazinho
Pullover de homem, sem mangas
Xaile
Casaquinho em lã angorá
Mantinha para cama de criança
Peúgas de homem; não são botas de bebé...
Sombrinhas
Num encontro que fizémos, em 2007, resolvemos fazer uma sombrinha vitoriana de acordo com um passo a passo, publicado na revista DollsHouse Miniatures.
A primeira tentativa não saiu tão bem como eu teria gostado. Terá de sofrer umas alterações já que as fitas de guarnição são um pouco largas e terão de ser substituídas, para ficarem mais proporcionadas a agradáveis à vista.
Outras experiências se seguiram
Sapatinhos de criança
Outras peças se juntarão a estas, sempre que me apetecer fazer uma nova tentativa e algumas sairão deste item a fim de serem aplicadas em projectos que estão planeados mas que ainda não arrancaram...
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. Sofia
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. Cilocas
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. Selminha
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. POR ESSE MUNDO FORA